Cloudflare geração 13 servidores AMD EPYC infraestrutura cloud

Cloudflare geração 13 com AMD EPYC: 2x throughput e scanner de vulnerabilidades com IA

A Cloudflare anunciou a sua geração 13 de servidores equipados com processadores AMD EPYC Turin, apresentando um salto significativo na infraestrutura da rede global da empresa. Com o novo stack FL2 em Rust e CPUs AMD EPYC de última geração, a Cloudflare geração 13 duplica o throughput face à geração anterior — uma evolução que terá impacto directo na velocidade e segurança dos sites que utilizam a plataforma.

Cloudflare Geração 13 com AMD EPYC Turin: o que muda na infraestrutura

Os novos servidores Cloudflare Gen 13 são construídos sobre os processadores AMD EPYC Turin (9ª geração), combinados com um stack de rede reescrito em Rust — a linguagem de programação escolhida por muitas empresas de infraestrutura pela sua segurança de memória e performance. O resultado é um aumento de 2x no throughput por servidor, o que significa que cada máquina da rede Cloudflare consegue processar o dobro do tráfego sem degradação de latência.

A transição para AMD EPYC Turin representa também um investimento estratégico na arquitectura x86 de alta densidade, com os novos CPUs a oferecerem até 192 núcleos por socket — ideal para cargas de trabalho de rede que exigem paralelismo elevado. Para sites alojados ou proxied na Cloudflare, o impacto traduz-se em menor latência nas respostas e maior capacidade de absorver picos de tráfego.

Scanner de vulnerabilidades web e API com inteligência artificial

Em paralelo com o lançamento do novo hardware, a Cloudflare apresentou o seu Web e API Vulnerability Scanner, uma ferramenta de segurança baseada em inteligência artificial que constrói automaticamente call graphs das aplicações web para detectar logic flaws — vulnerabilidades de lógica de negócio que os scanners tradicionais baseados em assinaturas frequentemente ignoram.

Esta abordagem diferencia-se dos métodos convencionais: em vez de procurar padrões conhecidos de ataques (como injecção SQL ou XSS), o scanner da Cloudflare analisa o fluxo de execução da aplicação e identifica inconsistências lógicas que podem ser exploradas. Adicionalmente, a plataforma Cloudflare One recebeu actualizações ao nível de segurança de dados, incluindo controlos de área de transferência em sessões RDP e prevenção de perda de dados (DLP) processada no próprio dispositivo (on-device), reduzindo a exposição de informação sensível em ambientes de trabalho remoto. A fonte oficial desta informação está disponível no blog técnico da Cloudflare.

Impacto da infraestrutura Cloudflare nas PMEs portuguesas

Para as pequenas e médias empresas portuguesas com presença online, a actualização da infraestrutura Cloudflare traduz-se em benefícios concretos e imediatos — sem qualquer acção necessária da sua parte. Sites que utilizam o plano gratuito ou pago da Cloudflare como CDN e proxy beneficiam automaticamente do aumento de capacidade dos novos servidores Gen 13.

A nível de segurança, o novo scanner de vulnerabilidades de API é particularmente relevante para PMEs que utilizam plataformas de e-commerce ou serviços com APIs expostas — segmentos onde as logic flaws representam uma das principais causas de incidentes de segurança não detectados. O DLP on-device no Cloudflare One é igualmente relevante para equipas remotas que acedem a sistemas críticos através de RDP, uma configuração comum em empresas portuguesas que adoptaram o trabalho híbrido.

Para empresas que ainda não utilizam a Cloudflare, esta actualização reforça o argumento para a adopção: a combinação de performance melhorada e segurança integrada com IA representa um nível de protecção que dificilmente seria acessível de outra forma sem investimentos significativos. Saiba mais sobre como optimizar a infraestrutura digital da sua empresa nos nossos guias: Guia de Transformação Digital e Guia de Ferramentas Digitais.

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